8.2.09

enfim, a normalidade

Hoje é domingo pé-de-cachimbo e eu não fui a missa. Eu costumava ir, fazia parte de uma rotina que durou décadas, mas que há dois anos teve fim. O bom é que eu não preciso mais ir para um lugar que eu ia obrigada. O ruim é que eu ainda não encontrei algo pra fazer com meu domingo de manhã. Nem com a tarde. E a noite também. Eu preciso de uma rotina nova. Urgentemente. Porque quando você começa a gostar mais das "feiras" do que do sábado e domingo alguma coisa está muito errada na sua vida. Na minha vida.

Não sei como isso aconteceu. De repente estava trabalhando oito horas por dia como toda pessoa normal. E eu que achava que nunca ia ser normal. Sim, porque eu sempre me sabotei nos meus trabalhos - não era de propósito, mas quando percebia já tinha abusado dos meus afazeres, do meu chefe, da minha rotina, da minha baia, do meu computador e se eu não pedisse demissão naquele momento eu simplesmente não iria trabalhar no dia seguinte. Nem no seguinte do seguinte. Nessa semana faz seis meses que eu tô no meu trabalho e a cada dia eu amo mais meus afazeres, meu chefe, minha rotina, minha baia e meu computador.

Tem dias que acordo de mau humor, abusada do mundo, sem sorrir de volta e temo estar iniciando um processo de auto-sabotagem, mas geralmente é só um alarme falso. Um alarme desarmado geralmente por uma simples pergunta: como foi o almoço hoje? É golpe baixo apelar para gastronomia. Mas não falha nunca, felizmente. Porque eu realmente quero continuar gostando muito das minhas "feiras". E isso não é nada errado. Hoje é segunda feira e eu tenho a semana inteira para inventar uma nova rotina para amar o meu domingo.