4.12.08

"I am fuckin' Ibiza" - parte I

Dizer que não tenho mais idade para certas coisas pode parecer piada perante a situação em que me encontrava, afinal havia gente de todas as idades, de 8 a 80, fazendo as tais certas coisas. Mas a verdade é que as vezes parece que já nasci sem idade pra algumas coisas. Ou pior: não nasci pra certas coisas. Não, o pior mesmo é que 99,9% das pessoas que estavam no cruzeiro haviam nascido para tudo, me transformando em um alien ou uma assombração tipo a menina dO Chamado vestida de preto no meio daquele monte de pelanca colorida. 

A pergunta que não quer calar é: porque afinal depois de 26 anos sabendo que você não tem idade pra certas muitas coisas, você se mete em um antro cheio delas, Aline Maria? Por acaso você achava que as festas teriam Djs maravilhosos tocando só o melhor do indie em versões remixes para bater o cabelo até vomitar no mar? Você não foi inocente a este ponto, fui?

Paguei pelo meu otimismo que incrivelmente só resolve dar as caras nos momentos mais improváveis. O primeiro golpe de realidade sofrido foi logo na chegada ao porto do Recife. Quando vi a "catiguria" dos meus colegas [sim, porque gente sem catiguria fala "colega"] de navio eu saquei que aquela viagem teria tanta classe quando uma travessia Teresina-Timon. Porém, mais mais uma vez meu otimismo inoportuno apareceu: "Ah, esse navio é mó grande, meo... vai ter espaço para finos e baixos conviverem harmoniosamente". Mas, no fundo, no fundo, eu já me perguntava porque a CVC parcela em 500 mensalidades a droga deste pacote. Pensando bem, se não fossem essas benditas muitas parcelas, eu não iria para Fernando de Noronha, não é mesmo?