22.3.11

duas distâncias, dois paces.

Outro título pra esse texto poderia ser : "Quando o caminho do meio é o errado." Brincadeiras à parte com o ensinamento budista, na corrida ser um pouco "8 ou 80" é mais do que ser extremista, é ser inteligente. E eu devo confessar que não tenho sido das alunas mais brilhantes. Na teoria é bem simples, a regra é a seguinte: correr mais rápido distâncias curtas e mais devagar distâncias longas. Parece até meio óbvio, mas na prática não é tarefa fácil explicar para meu cérebro que uma corrida de 5km não vai se tornar 10km e portanto, posso acelerar sem medo de quebrar antes do fim.

Se pra dar um gás a mais é preciso "aquela" força de vontade, pra desacelerar as coisas não são menos complicadas. O impulso natural de um corredor é correr na sua zona de conforto e com o tempo expandí-la, correndo mais e mais rápido. Diminuir o pace me dá a sensação de estar correndo pra trás! É simplesmente a coisa mais anti-natural na corrida, mas como eu já falei: necessária e inteligente. Afinal, se o máximo que você corre são 10km num pace de 6min/km, você não pode esperar que seus primeiros 21km sejam no mesmo ritmo. O lema no longão é mesmo "devagar se vai ao longe"!

Com a teoria bem esmiuçada, tomei como meta pra minha corrida neste ano torná-la menos instintiva e mais inteligente. Tenho fé que não seja impossível!! Para dar uma ajudinha à pessoas "equilibradas demais" como eu, existem ferramentas como os relógios que calculam o seu pace (Garmin, Timex, etc) ou mesmo um simples monitor cardíaco para aqueles que preferem controlar o esforço não através do pace, mas através da freqüencia cardíaca. Pra me ajudar nessa meta, conto com o Nike Sportband que me informa meu pace durante a corrida. Só falta agora eu ficar atenta ao relógio pra não deixar o pace "correr solto" nos longões e não permitir que minha alma taurina preguiçosa tome conta de mim nas corridas curtas. Vamos ver no que vai dar...

ps. pace é o ritmo medido em minutos em que você corre um quilômetro ou uma milha.