10.5.11

recalculando a rota...

Toda corrida é uma incógnita até cruzar a linha de chegada. Essa não foi diferente. Na semana anterior a prova diminui o ritmo, comi direitinho, fiz tudo nos conformes, mas - what a trick! - dois dias antes, minha garganta começou a dar sinais de que havia algo errado. Tomei um remedinho e repousei, mas não adiantou nada. A inflamação piorou e no sábado a noite, véspera da corrida, lá estava eu tomando antibiótico, assistindo luta livre no sofá e com uma grande dúvida na cabeça: correr ou não correr amanhã?

Se eu morasse numa cidade com um calendário esportivo farto, a tal corrida seria só mais uma e eu poderia compensá-la no fim de semana seguinte. Mas a realidade aqui, infelizmente, é outra e a próxima prova de 10k só vai acontecer em agosto. Então eu tinha duas opções e desistir já não era uma delas:  manter a meta que tinha estabelecido antes de adoecer ou repensar a corrida diminuindo minhas expectativas. Na prática isso significa que eu poderia forçar para conseguir baixar o meu recorde pessoal ou simplesmente me dar por satisfeita em participar da corrida e completá-la. Optei pela segunda.

Aproveitei o momento da corrida: a confraternização com os amigos, a companhia de corredores desconhecidos, o apoio do público. Cumpri a nova meta de completar a prova, coloquei a medalha no peito e voltei pra casa pra um banho quente, remédio e cama. Decepcionada, claro. Novamente os fatores da vida que não controlamos. Durante a semana piorei bastante e toda hora alguém me dizia "Foi essa corrida que te deixou debilitada". Pode até ter sido, mas quem disse que me arrependo de ter ido? É ruim não poder dar o melhor de si, mas ficar sem correr é muito pior! Agora já tô pronta pra outra (corrida, claro!)... pena que ainda faltam 3 meses!!!