29.2.12

Cross-Trainning no Carnaval - 02

Não sei se pela euforia da aventura da noite anterior ou pela ansiedade da caminhada do dia seguinte, às 4 horas da manhã eu já estava desperta e não conseguia pregar o olho. Levantei da cama e fui fotografar esse encontro maravilhoso da lua com o amanhecer.


O passeio do dia era a Cachoeira do Urubu Rei, uma queda d'agua de 64 metros de altura e de difícil acesso. Parece que o nosso lema era "Quanto mais difícil, melhor". O começo  não era assim tão difícil;  uma trilha bem delimitada com um terreno até plano e pra baixo todo santo ajuda...


E aí, pra onde vamos? "Acho que é por ali..."


As vezes a gente confundia o barulho do vento nas folhas com o barulho da água caindo e criávamos esperanças de que estávamos nos aproximando da cachoeira. Então imaginem a alegria quando nos deparamos com água de fato. Aí sim já podíamos ouvir o som da cachoeira...


Antes da cachoeira, algumas pedras só pra testar a nossa persistência.


Falta poucooooo!!!! Vontade de escalar essas pedras com uma agilidade que me falta...


Chegamos finalmente, após duas horas e meia de caminhada. A natureza em estado bruto, o som da água caindo, o banho gelado.... tudo energiza e purifica. O cansaço se dissipa e a paz daquele cenário aos poucos vai diminuindo nossa freqüencia urbana.


 Na volta, o espetáculo de ver a chuva chegando.


Ao regressarmos para o ponto de onde partimos, exalto a beleza da cachoeira, mas reconheço que a grandiosidade de tudo está no caminho percorrido. A cachoeira é a medalha que levamos para casa depois de uma corrida, não é dela que falamos quando relembramos uma prova, mas do trajeto que nos fez merecedor de possuí-la.


Até a próxima, Pedro II. E obrigada por tudo.