27.10.12

Hidratação na corrida

Falta pouco mais de uma semana para a Golden Four e já comecei a pensar nos detalhes para a prova. Muita antecedência? Talvez. Mas como vou viajar para outra cidade não posso me dar o luxo de esquecer alguma coisa. Tudo que eu preciso tem que estar dentro da minha mala. Além das futilidades típicas do tipo "saia ou short?", eu estou bem pensativa em relação à hidratação durante a corrida. Usar ou não o cinto de hidratação?

Geralmente eu conto apenas com os pontos de água que a organização da prova fornece, pois nunca vi uma corrida em que falte água ou que não tenha pontos suficientes. O problema é que nem sempre quando a sede vem "de com força" tem algum ponto nos próximos metros, aí você tem que apelar para a técnica milenar da vovó "Imagina um limão bem azediiiinho!", salivar e esperar a água chegar. Quanto ao fato d'eu não saber beber água no copinho e me molhar toda, eu não vou nem reclamar, pois é até bom para refrescar as pernocas.

Além disso, outro ponto - que se não chega a ser negativo as vezes é um perrengue - é que em algumas corridas com mais participantes, os pontos de água ficam tão disputados que você é obrigado a parar de correr pra conseguir uma garrafinha d'água. Tudo bem que eu não sou nem uma queniana correndo em direção ao pódio, mas só Deus sabe o quanto as pernas pesam quando você caminha um pouco e depois tem que voltar a correr.

Nada disso é novidade, mas foi só semana passada que passei a considerar em usar meu cinto na Golden Four. A partir da leitura de uma coluna da Women's Running em que a autora conta como o cinto de hidratação a ajudou a bater seu recorde pessoal na meia maratona. A primeira metade da prova ela correu com o cinto e a metade final bebendo nos pontos de água. Após a corrida, analisando os gráficos do seu GPS, ela verificou que poderia ter sido 2 minutos mais rápida se não tivesse que diminuir o pace toda vez que se aproximava de uma mesa de hidratação na segunda metade da prova.

Outra vantagem do cinto é que você pode planejar sua hidratação: por exemplo, uma garrafa com água e outra com bebida esportiva. No caso do meu cinto - que tinha 4 garrafas, mas eu perdi uma - acho que a melhor proporção são duas garrafas de água e uma de Gatorade. Depende do hábito de cada corredor.

O principal (talvez único) motivo pelo qual eu não uso cinto de hidratação em provas é por achar que ele é um peso a mais para carregar. E agora, o que te mais faz perder tempo: o peso extra ou as paradas nos pontos de água? Segundo o texto da revista, o cinto vale quanto pesa. O que vocês acham?

Eu acho que meu cinto vai pra Brasília...