11.12.12

Um ano com poucas provas e muitas provações

"Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto..."
Domingo vou fazer minha última prova do ano e minha terceira meia-maratona de 2012. Falando assim parece até que participei de muitas corridas, mas a verdade é que esse ano não saiu bem como eu planejava, ou melhor, esperava. Pois planejar não é um verbo que conjugo muito bem. Estou mais para Novos Baianos: "vou sendo como posso". No começo do ano eu achava que estava podendo, mas depois... melhor nem completar a rima.

Em fevereiro fiz meus primeiros 25km e me sentia super confiante, achava que seria um ano de grandes distâncias e já começava até pensar na possibilidade de uma maratona no final do ano. Treinava regularmente, fazia musculação, não me alimentava de forma ideal, mas estava indo bem, o que poderia dar errado? Ainda hoje tento descobrir qual foi o erro tão grande que cometi para quebrar de forma tão definitiva no primeiro dia de maio. Era o fim do meu primeiro semestre na corrida.

Ainda em maio participei lesionada de uma corrida de 6km e nem preciso dizer o quanto me arrependo. Precisei de vários meses para entender que eu precisava parar de correr completamente até ficar curada da lesão. O problema é que eu nem tinha um diagnóstico. A única maratona que fiz nesse ano foi a de médicos, exames e fisioterapeutas. Se isso não é uma provação grande, nem quero saber o que é.

Pra piorar a situação eu tinha me inscrito para a Meia Internacional do Rio em agosto. Mais do que a inscrição e as passagens compradas, havia a vontade de correr uma prova que eu amava. Eu me recusei a abrir mão disso e viajei para o Rio com a possibilidade de até caminhar a prova inteira. Apesar do desempenho pífio e da insanidade, foi a primeira viagem para correr com meus amigos de Teresina. A provação se torna menor.

Com uma certa sensação de alívio por ter conseguido cumprir esse "compromisso", tive mais calma para encarar minha lesão. E magicamente as coisas começaram a fluir. Descobri minha torção do quadril e a diferença de perna, comecei a usar a palmilha e aos poucos a lesão passou a ser só um fantasma que de vez em quando aparecia nos meus longões. No final de setembro, depois de quase seis meses lutando contra essa lesão, voltei a participar de uma corrida me sentindo 100%. Felicidade define.

Em novembro, totalmente recuperada, participei da Golden Four Brasília e dessa vez fiz tudo certo. Planejei, treinei e corri. Parecia que eu tinha aprendido alguma lição de toda essa novela. Ou foi apenas um ciclo que se encerrou. Sinceramente não sei. Depois dessas lesões, um desafio de 25km, uma corrida de 10km, duas provas de 5km e duas meias maratonas, fico contente em terminar o ano e começar um novo ciclo com uma meia maratona (minha distância preferida). Quem sabe neste novo ciclo, eu possa realizar aquele desejo de correr os 42k.